“Quando fui selecionada para participar do Projeto Integrando Gerações Informática na Terceira Idade, em momento algum passou pela minha cabeça que encontraria pessoas com tanta força de vontade, super batalhadoras quanto esses idosos, imaginei que por estar com pessoas bem mais velhas seria muito difícil a aproximação de nossos respectivos mundos, mais não foi assim, fomos recebidos como se tivéssemos a mesma idade.
A partir desse momento percebi que a cada dia que passasse seria uma experiência nova na minha vida e, que eles estavam ali realmente dispostos a aprender. O projeto não atua somente na área de informática, temos o prazer de fazer passeios e outras atividades, onde todos podem desenvolver suas habilidades e mostrar seus dons e talentos.
Durante a convivência eles me mostram que não existe idade para adquirir novos conhecimentos, basta ter força de vontade, e isso é o que eles tem de sobra. Minha primeira idéia foi que eles não seriam capazes de lidar com um computador, não saberiam nem pegar no mouse ou coisa parecida, tanto eu como os meus amigos que participam do projeto nos surpreendemos, para eles pode até ser difícil, mais eles têm tanta força de vontade que isso se torna fácil. Além disso, são pessoas humildes.
Cada atividade que eles terminam, comemoram como uma vitória. Pude perceber que ali eles são muito felizes, em todos os momentos podemos trocar experiências, afinidades, conversar sobre assuntos familiares, religiosos e outros. Já foi provado hoje, que esse projeto é um sucesso, ele trouxe vida, saúde, motivação, energia para esses idosos.
No que depender de mim, dos outros jovens, do professor, da escola esse projeto jamais terá um fim. Enquanto eu puder participar, faço questão de estar sempre presente com o maior prazer do mundo.
Percebi que não estou só ajudando a eles, está servindo para mim também, pois a cada dia que se passa aprendo mais coisas que vou levar para a minha vida inteira, como os relacionamentos e os assuntos que eu levo para debater em casa durante as conversas com meus pais e avós.
O mais importante é que pessoas podem pensar que estamos ali obrigados, mais é muito pelo contrário, estamos ali por livre e espontânea vontade, e tenho orgulho disso, de ser voluntária e estar contribuindo para um mundo melhor para todos.”
Jéssika Thays Sandim, 16 anos, monitora de informática, Campo Grande-MS, 2007.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Depoimento espontâneo 27!
Postado por Francesco às 17:07 0 comentários
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Depoimento espontâneo 26!
A nação brasileira é mundialmente reconhecida pela solidariedade da sua gente, de maneira que a sociedade nos últimos tempos tem desenvolvido, através do poder público e também por meio da iniciativa privada, projetos que visam oferecer a todas as classes sociais, meios que possam promover a integração de todos no sentido de impulsionar o desenvolvimento do país e o que é mais importante, o bem estar social de cada um, especialmente no que diz respeito à capacitação profissional exigida pelo mercado de trabalho.
Nesta busca incessante onde, indiscutivelmente, a educação ocupa lugar de destaque, apraz-me ser conhecedor e admirador de um projeto voluntário, denominado Projeto Integrando Gerações “Informática na Terceira Idade”, que a escola desenvolve há mais de [oito] anos em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande.
Este projeto, várias vezes reconhecido nacionalmente, que agora participa, em âmbito nacional, do Prêmio ODM Brasil 2005 (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), iniciativa do Governo Federal e do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da América Latina, sem dúvida nenhuma, é motivo de orgulho para o nosso Estado, em especial para a nossa cidade [...]
Pensando assim, na qualidade de agente político e em nome particular, quero parabenizar a [Instituição de Ensino] e me colocar à inteira disposição no sentido de envidar todos os esforços necessários para que a educação solidária continue sendo o grande elo, capaz de unir, num só propósito, todos os setores da sociedade democraticamente organizada.
Sendo o que tenho para o momento, renovo protestos de elevada estima e consideração.
Carlos Eduardo Xavier Marun, ex-vereador (Campo Grande-MS) e atual Secretário Estadual de Habitação (MS), 2005. Trecho da correspondência datada de 4/11/2005.
Postado por Francesco às 04:44 0 comentários
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Depoimento espontâneo 25!
“Desde o ano de 2001 fiquei deslumbrado e envaidecido quando tomei conhecimento que o Centro de Convivência do Idoso, através da Prefeitura Municipal de Campo Grande, firmara uma bem-sucedida parceria com uma escola da área central da cidade.
Fiquei radiante e maravilhado com o projeto cujo objetivo seria integrar os jovens com os idosos através da informática.
É bom salientar que o idoso não teve oportunidade e privilégio de estudar essa ciência moderna, pois o acesso à escola na minha época era bem difícil e não tive, a exemplo de outros idosos, a boa sorte de ter acesso a um computador.
Tenho a consciência de que esse curso não me levará a ser verdadeiro especialista na área, mas o que me emociona, me estimula e eleva a minha auto-estima é a convivência amorosa, a empatia compreensiva e altruísta dos colegas, dos monitores e do professor.
Essa troca de experiências, como afirma o nome do projeto, “Integrando Gerações”, me leva a ser valorizado e realizado pessoalmente.
Depois desse projeto não existe mais motivos para que o desânimo, a ociosidade e a discriminação tomem conta do meu ser, pois já está mais do que comprovado que não somos mais um peso para nossa família.
O idoso até bem pouco tempo era acomodado não por conveniência mas por foca do progresso, estava completamente alheio às tecnologias, por não ter ninguém que o ensinasse. Evidentemente sonhamos com um mundo melhor para todos e até que se prove o contrário a tecnologia esta aí exatamente para isso e o idoso estava à margem de tudo isso.
Certamente, temos o dever de não deixarmos de sonhar e que nosso sonhos devem sempre vencer as irreverentes dificuldades da vida. Já não desejamos desperdiçar nosso tempo com coisas fúteis, e sim queremos viver integralmente. Agradeço a Deus pelo Projeto Integrando Gerações - Informática na Terceira Idade.”
Adelino Bíscuola, 71 anos, aluno da terceira idade, Campo Grande-MS, 2007.
Postado por Francesco às 05:07 0 comentários
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quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Depoimento espontâneo 24
A minha história nesse projeto até parece uma novela.
Tudo começou quando meu professor de informática entrou na sala de aula nos comunicando sobre à abertura das inscrições para atuar como monitor de informática no Projeto Integrando Gerações “Informática na Terceira Idade”. Na hora, não sei, deu uma vontade enorme de participar, pois eu tenho uma relação muito boa com a minha avó. Gosto de ouvir as conversas e historias que ela conta e por isso passei a gostar também de ficar mais próxima de pessoas mais velhas, principalmente as da terceira idade. E aí achei que essa era a oportunidade de ouro de poder compartilhar um pouco do meu “mundinho” com os idosos e, eles das suas experiências de vida para comigo.
Desejava imensamente poder passar tudo o que eu sei de informática para outra pessoa, pois tenho certeza que o pouco de conhecimento que possuo iria fazer uma grande diferença na vida deles, dos idosos. Com esse desejo em mente, fui adiante, me informei melhor sobre o projeto e me inscrevi. Nossa! Veio um monte de papel para eu ler, responder e assinar, junto com meus pais. Na hora até assustei, mas foi muito bom acontecer isso porque causou-me uma bela impressão de início: tratava-se de um projeto extremamente sério. Nessa etapa, o preenchimento das fichas, meus pais foram fundamentais. Eles me encorajaram muito e me fizeram “mergulhar de cabeça”.
Afirmei para mim mesma que ia dar tudo de mim, fazer o possível para ensinar e aprender.
O primeiro dia de aula foi de muita ansiedade, pois não imaginava como seria a receptividade de ambas as partes. Eles já estavam todos diante do computador quando nós – os monitores, entramos. Senti um frio na barriga quando vi pela primeira vez aqueles olhinhos a espera de um novo amigo, de um novo futuro, de uma esperança. Eles é quem deveriam escolher a um de nós para ser seu companheiro e orientador até o final do ano. Foi quando uma senhora apontou para mim e, nem acreditei, pois quantidade de monitores inscritos era bem superior a de alunos. Fui ao encontro dela, nos apresentamos e ficamos conversando, segundo a orientação do professor, durante a tarde inteira pois fora reservada especificamente para essa finalidade.
Fomos nos conhecendo e tiramos de vez a impressão de medo, de angustia, de insegurança e de incertezas. Tudo foi se transformando em calmaria, carinho, amizade e confiança. Ela até me confessou que eu já teria ganho um espaço em seu coração. Com isso, pude descobrir mais a fundo suas dificuldades, alegrias, tristezas, enfermidades, família e comportamento.
Após o encontro daquela tarde, resolvi dividir a minha satisfação e felicidade com alguns amigos e, muitos riram, disseram que era besteira e perda de tempo o que eu estava fazendo. Não dei nenhuma importância para os comentários porque aquele sorriso daquela senhora ficara na minha memória desde a primeira vez que a vi e eu tinha um compromisso de fazê-la mais feliz: eu tinha de ensiná-la até o final do ano, ficar ao seu lado, dar o melhor de mim até a sua formatura e quem sabe continuar por muitos e muitos anos.
Chegado o período de férias, guardei a fotografia tirada no ultimo dia de aula: eu, ela e seu esposo (que também participava do projeto), com todo amor. Prometemos uma a outra que no ano seguinte iríamos continuar juntas. E no ano seguinte, no primeiro dia de aula do projeto, o qual não afirmo que me arrependo, mas poderia ter sido diferente. Os alunos deveriam novamente escolher seus monitores e lá estava a minha aluna do ano anterior. Mas, uma outra senhora escolheu a mim antes de chegar a vez da minha antiga aluna, o qual não pude negar.
Eu precisava consertar de alguma forma aquela situação pois ela ficou sendo conhecida como a minha aluna verdadeira. Então, passei a ensinar, com a mesma dedicação e interesse, a minha nova aluna, pois seria como a minha mãe disse: você vai conhecer uma nova historia de vida, é outra pessoa que precisa de você. E foi assim, descobri novos jeitos de pensar, novas dificuldades e carências.
Durante algum tempo fiz questão de atender paralelamente a minha aluna anterior. Ainda bem que eu estava presente na sua vida em dos momentos mais difíceis da vida dela: o falecimento do seu querido esposo. Foi triste, ela ficou arrasada, pois ele vinha a todas as aulas juntinhos. Senti-me com uma sensação de incapacidade, não conseguia dizer nada, mas o meu coração estava partido por dentro. Abracei-a e, esse ato valeu mais do que todas as palavras que eu pudesse ter dito. Eu pude conhecer intimamente o casal, já fazia parte da família.
Passei a ter um carinho, um amor e atenção toda especial com essa aluna, mesmo eu tendo a minha aluna nova e ela, a sua monitora. Enfim, nós quatro tornamo-nos verdadeiras e inseparáveis amigas, além da relação monitor e aluno.
Senti que após participar do projeto eu estava crescendo e aprendendo, pois minha família passou a me elogiar frequentemente dizendo que eu estava mais paciente, mais interessada por causas humanas e respeitando mais as pessoas. Estava mais sociável, sabendo a hora de ouvir e de falar. Passei a prestar atenção e valorizar os pequenos detalhes da vida, penso mais antes de agir e de proferir palavras, estou mais sensibilizada com os problemas da terceira idade.
Até o meu rendimento escolar melhorou depois dos conselhos das minhas alunas. Os conhecimentos de informática os quais julgava serem suficientes, também pude adquirir novos e por esforço próprio pois alguns exercícios tive de aprender na hora para eu poder ensinar com mais segurança.
Estou muito feliz, tem sido um aprendizado constante na minha vida, em todos os sentidos. Continuo no projeto para ensinar e aprender. Considero o Projeto Integrando Gerações “Informática na Terceira Idade” como uma família, pois sei que com eles eu posso contar e vice-versa. A grande certeza que carregarei por toda a minha vida é que, em algum momento dela eu fui muito importante na vida de outras pessoas, principalmente sendo útil e contribuindo para o crescimento e conquista de um mundo melhor.
Ana Laura Mariano Trivellato, 15 anos, Monitora de informática, Campo Grande – MS, 2007.
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terça-feira, 7 de outubro de 2008
Depoimento espontâneo 23
A Fundação Manoel de Barros (FMB) reconhece a importância e relevância social do projeto intitulado “ Integrando Gerações – Informática na Terceira Idade” desenvolvido pela “instituição de ensino” com sede em Campo Grande-MS.
Com o desenvolvimento desse projeto, o segmento da Terceira Idade no município de Campo Grande/MS está acessando um direito que possibilita a inserção social por meio de atividades inovadoras e complementares, as quais são desenvolvidas por alunos do ensino “fundamental” e médio da escola, sob a supervisão e coordenação de professores, todos voluntários.
...a FMB apoiará a execução do referido projeto na implementação de novas atividades com a doação de equipamentos de informática os quais possibilitarão atividades práticas para os idosos participantes.
Por ser expressão da verdade, firmo a presente.
Ida Beatriz Machado de Miranda Sá, Presidente da FMB, Campo Grande-MS, 2005.
Trecho da Carta de Referência datada de 01/11/2005
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